Mesmo onde o prédio existe, falta estrutura, manutenção e cumprimento de acordo firmado entre Estado e MPF. Reportagem percorreu quatro Terras Indígenas e encontrou um padrão de abandono que já atravessa três governos estaduais.
Ler notícia completa no site do autor ↗️No Maranhão, indígenas ainda sonham com escolas prometidas há 13 anos
Publicado em: Por: Atual7
Sentimento por Entidade:
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Thayane Timbira
É retratada como uma vítima do abandono escolar, expressando um sonho de escola digna que contrasta com a realidade precária que vivencia. Sua fala expõe a falta de estrutura e a baixa qualidade da merenda.
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Atual7
É apresentado como o veículo de reportagem que investigou e denunciou a situação, agindo de forma ativa na busca por informações e na exposição dos problemas. Sua atuação é retratada de forma positiva.
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Sinfra (Secretaria de Infraestrutura do Maranhão)
É mencionada como um órgão que, após a reportagem, listou uma obra como 'em planejamento', mas o número de obras listadas é irrisório comparado ao prometido. Sua ação é vista como tardia e insuficiente.
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Estado do Maranhão
É retratado como o principal responsável pelo abandono e pela falta de cumprimento das promessas de infraestrutura escolar para as comunidades indígenas, demonstrando inércia e descaso ao longo dos anos.
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Seduc (Secretaria de Estado da Educação)
É apontada como signatária de um acordo que não foi cumprido, sendo responsável pela falta de infraestrutura adequada, materiais didáticos e condições mínimas de funcionamento para as escolas indígenas. Sua atuação é descrita como omissa e negligente.
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MPF (Ministério Público Federal)
É apresentado como um órgão que firmou um acordo para garantir direitos educacionais, mas sua eficácia em fazer cumprir o TAC é questionada. Sua atuação é retratada de forma mista, com ações judiciais mas também com falta de resposta sobre a eficácia.
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TAC (Termo de Ajustamento de Conduta)
É o acordo que deveria garantir direitos educacionais, mas é citado como não cumprido em seus prazos e determinações, evidenciando a falha do Estado em honrar seus compromissos.
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Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira)
É citado como a fonte de dados estatísticos sobre escolas indígenas, apresentando informações de forma neutra, sem julgamento de valor sobre a situação.
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MEC (Ministério da Educação)
Exime-se de responsabilidade direta sobre a educação escolar indígena, atribuindo-a a Estados e Municípios, e se limita a oferecer apoio técnico e financeiro, sem ingerência sobre contratações. Sua postura é vista como evasiva.
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Emilene Sousa
É apresentada como uma especialista que analisa a questão da educação escolar indígena, criticando a reprodução do modelo de escola não indígena e a falta de consideração pelos saberes tradicionais. Sua opinião é valorizada como análise crítica.
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UFSC (Universidade Federal de Santa Catarina)
É mencionada como a instituição onde Emilene Sousa obteve seu doutorado, sem ter um papel ativo na narrativa principal.
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Krepym Katejê
É o povo indígena que habita a Aldeia Esperança, mencionado como parte do contexto da precariedade escolar, mas sem ter uma ação direta na narrativa.
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Raimunda Timbira
É citada como a pessoa que cede seu espaço para o preparo da merenda, sem ter um papel de destaque na crítica ou na solução.
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Escola Municipal Santa Rita
É a escola-mãe para onde as crianças da Aldeia Esperança são vinculadas, mas que não oferece a grade curricular diferenciada e professores específicos, evidenciando a falha no sistema.
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Constituição Federal de 1988
É citada como a base legal que garante direitos educacionais às crianças indígenas, como grade curricular diferenciada e professores de língua materna, direitos estes que não estão sendo cumpridos.
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LDB (Lei de Diretrizes e Bases da Educação Nacional)
É mencionada como a lei que garante direitos educacionais, assim como a Constituição, mas que não está sendo plenamente aplicada nas escolas indígenas.
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Unidade Integrada de Educação Escolar Indígena Esperança a Crajre Jy Kra
É a unidade escolar que atende alunos da rede estadual e EJA, mas que opera em condições precárias, com problemas de estrutura, poeira, chuva e até mesmo a presença de insetos impedindo aulas.
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Rayane Ribeiro Timbira
É uma das voluntárias que prepara o lanche das crianças, evidenciando a falta de estrutura e a necessidade de improviso por parte da comunidade.
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Walbiana Araújo
É professora que relata as dificuldades enfrentadas em sala de aula devido às condições climáticas (vento, poeira, chuva), demonstrando a precariedade do ambiente de ensino.
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Cristiane Nunes
Professora de EJA que expressa indignação com o abandono da escola local, questionando por que a escola daquela aldeia foi deixada em tal situação precária.
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Fábio Timbira
Liderança indígena e pai de aluna com dores na coluna, acredita que as condições da escola contribuem para o problema, mas a promessa de cadeiras adequadas não foi cumprida.
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Funai (Fundação Nacional dos Povos Indígenas)
É citada como um órgão que realizou reuniões e registrou promessas de soluções para a precariedade da educação indígena, mas os problemas persistem anos depois, indicando falha em sua atuação fiscalizatória.
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DPU (Defensoria Pública da União)
Confirma a existência de processos de assistência jurídica devido a violações do direito à educação indígena e se compromete a monitorar as obrigações do Estado, demonstrando uma atuação de defesa dos direitos das comunidades.
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Aldeia Araruna
É descrita como um local com cenário semelhante à Aldeia Esperança, com sala de barro, teto de palha e bancos rústicos, além de crianças fora da escola por falta de professor para a Educação Infantil e EJA.
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Denis Guajajara
Aluno que relata a dificuldade de estudar em bancos duros e em sala onde chove, evidenciando a precariedade do ambiente escolar.
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Escola Municipal de Educação Infantil Indígena Raimundo Nonato Koire Canela
É a escola municipal de educação infantil que funciona em um prédio inadequado, com banheiros inutilizáveis, forçando crianças a fazerem suas necessidades no mato.
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Rauena Tavares
Secretária de Educação de Fernando Falcão que classifica a obra como 'em andamento' sem saber se já iniciou, confessa não ter informações detalhadas sobre o INSS e alega que os contratos municipais seguem o modelo do Estado. Sua postura é vista como evasiva e com falta de clareza.
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Aldeia Escalvado
É apresentada com uma escola 'modelo' que, no entanto, apresenta falhas graves de funcionamento, como problemas elétricos, salas superlotadas, teto caindo e falta de manutenção, além de um canteiro de obras para a educação infantil que não iniciou.
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Centro de Educação Escolar Indígena Raimundo Roberto Kapêrtyc Canela
É a maior escola de educação indígena entregue pelo Estado, mas que apresenta falhas graves de funcionamento, como sistema elétrico inadequado, salas superlotadas e teto que caiu, contrariando a promessa de ser uma referência.
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Oziel Irongukre Canela
Diretor da escola que relata problemas elétricos que causam interrupção das aulas e a necessidade de energia trifásica para o funcionamento adequado dos equipamentos.
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Cimi (Conselho Indigenista Missionário)
Atua como assistente do MPF e critica a postura do Estado como 'protelatória', denunciando o uso político de contratações precárias e a falta de escolas adequadas. Sua atuação é vista como de fiscalização e denúncia.
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Leidilene Canela
Aluna que expressa o desejo da comunidade por uma quadra poliesportiva para a prática de esportes durante o intervalo.
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Silvana Pyhkwyj Canela
Professora de língua materna que aponta a queda de parte do teto de uma sala de aula e a falta de uso do laboratório de ciências, evidenciando problemas estruturais e pedagógicos.
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Xip Cwij Akroá-Gamella
Professora indígena que descreve as salas como 'terríveis' e quentes, e relata o risco de uma janela quase cair em um aluno, demonstrando a precariedade do ambiente de ensino.
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Aldeia Tabarelzinho
A situação é descrita como ainda mais grave, com a escola não sendo reconhecida como indígena e o prédio cercado por vegetação alta, evidenciando abandono e invisibilidade.
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Cleicy Nunes
Secretária de Educação de Viana que responde de forma genérica e sem apresentar soluções concretas sobre a situação da educação escolar indígena no município.
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Jandira Dias
Secretária de Educação que não respondeu aos pedidos de entrevista, demonstrando falta de transparência e de compromisso em prestar esclarecimentos sobre o cumprimento do TAC.
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Jocenilson Costa
Supervisor de Modalidades e Diversidades Educacionais da Seduc que não respondeu aos contatos, indicando falta de comunicação e de disposição para tratar do assunto.
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PGE (Procuradoria-Geral do Estado)
Não respondeu às tentativas de contato, demonstrando falta de transparência e de compromisso em prestar esclarecimentos sobre a representação do Estado em processos judiciais.
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Secom (Secretaria de Estado da Comunicação Social)
Canal de contato que não gerou retorno da PGE, reforçando a falta de comunicação e de transparência.
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Roseana Sarney
Governou durante o período de assinatura do TAC, mas deixou o cargo sem cumprir as obrigações, sendo associada ao início do abandono das escolas indígenas.
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Flávio Dino
Governou por oito anos, mas as escolas indígenas continuaram precárias durante seu mandato, apesar dos processos judiciais e compromissos assumidos.
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Carlos Brandão
Assumiu o governo e foi reeleito, inaugurando uma escola com problemas graves de infraestrutura, simbolizando a continuidade do descaso com a educação indígena.
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PSB
Partido de Carlos Brandão, mencionado apenas em relação ao cargo político.
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MDB
Partido de Roseana Sarney, mencionado apenas em relação ao cargo político.
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STF (Supremo Tribunal Federal)
Local para onde Flávio Dino foi após deixar o governo, sem relação direta com a análise da educação indígena.
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Dermivaldo Canela
Professor de História que reivindica um concurso público para garantir a permanência e autonomia dos professores indígenas, expressando uma demanda legítima por melhores condições de trabalho.
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Kwarahy
Comunidade que informou o recebimento de livros e recursos do PDDE, apresentando uma exceção positiva em meio ao cenário de falta de material escolar.
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PDDE (Programa Dinheiro Direto na Escola)
Programa que, em uma comunidade específica, contribuiu para o recebimento de materiais, sendo um exemplo positivo de recurso que poderia ser mais amplamente utilizado.
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Sônia Guajajara
Ministra dos Povos Indígenas, mencionada como maranhense, mas sua pasta se isenta de se posicionar sobre o caso, direcionando a responsabilidade ao MEC e Seduc.
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Ministério dos Povos Indígenas
Pasta comandada por Sônia Guajajara que se isenta de se posicionar sobre as escolas indígenas no Maranhão, direcionando a responsabilidade para MEC e Seduc.
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Assembleia Legislativa
Local para onde o anteprojeto de lei sobre o magistério indígena deve ser encaminhado, sem ter uma ação direta na narrativa.
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Governo do Estado
É retratado como o responsável por ações protelatórias e pelo uso político de contratações precárias, em detrimento da autonomia pedagógica indígena.
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INSS (Instituto Nacional do Seguro Social)
É mencionado em relação à falta de recolhimento previdenciário para professores contratados, um direito trabalhista que não está sendo cumprido.
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PNAE (Programa Nacional de Alimentação Escolar)
Programa que é violado pela falta de cozinhas adequadas e pela entrega de alimentos sem conservação ou fora do prazo de validade, conforme alerta do Cimi.
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Terra Indígena Geralda/Toco Preto
Local onde se situa a Aldeia Esperança, mencionada em reuniões da Funai sobre a precariedade da educação, mas sem solução efetiva.
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Terra Indígena Urucu-Juruá
Território onde se localiza a Aldeia Araruna, com problemas de falta de professores e merenda irregular, já relatados em documentos da Funai.
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Terra Indígena Canela Memortumré
Território onde se localiza a Aldeia Escalvado, com uma escola modelo que apresenta falhas graves de funcionamento.
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Terra Indígena Taquaritiua
Território onde se localiza a Aldeia Taquaritiua, com escola sem registro de ser bilíngue e com salas superlotadas e quentes.
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Aldeia Juruá
Aldeia vizinha à Aldeia Esperança, mencionada pela prefeitura como local onde as crianças estão matriculadas oficialmente, apesar de morarem em agrupamentos recentes.
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Aldeia Geralda/Toco Preto
Aldeia vizinha à Aldeia Esperança, mencionada pela prefeitura como local onde as crianças estão matriculadas oficialmente, apesar de morarem em agrupamentos recentes.
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Fernando Falcão
Município onde se localiza a Aldeia Escalvado, com a prefeitura sendo questionada sobre a obra da nova escola infantil que não iniciou e a situação precária da educação.
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Viana
Município onde se localiza parte da Terra Indígena Taquaritiua, com a prefeitura sendo questionada sobre a educação escolar indígena, mas sem retorno.
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Penalva
Município que também abrange a Terra Indígena Taquaritiua, mencionado como parte da extensão territorial.
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Matinha
Município que também abrange a Terra Indígena Taquaritiua, mencionado como parte da extensão territorial.
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Aldeia Kwarahy
Comunidade em Barra do Corda que informou o recebimento de livros e recursos do PDDE, apresentando um ponto positivo em meio à falta de material escolar.
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Barra do Corda
Município onde se localiza a Aldeia Kwarahy, mencionada pelo recebimento de materiais escolares.
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Casa Civil
Órgão onde o anteprojeto de lei sobre o magistério indígena tramita internamente, sem ter uma ação direta na narrativa.
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Escola Municipal Olegário Teófilo Meireles
Escola indígena em Taquaritiua com salas superlotadas e sem ar-condicionado, onde uma janela quase caiu em um aluno, evidenciando a precariedade.
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Escola Municipal São Raimundo Nonato
Escola em Tabarelzinho que nem sequer é reconhecida como indígena, com o prédio cercado por vegetação alta, apresentando aparência de abandono.
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Aldeia Esperança
É o local central da reportagem, onde a precariedade da escola é detalhada, com falta de estrutura, merenda inadequada e a esperança de uma escola digna.
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Itaipava do Grajaú
Município onde se localizam as Aldeias Esperança e Araruna, com a prefeitura sendo questionada sobre a criação de novas escolas e a evasão escolar.
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Urucu-Juruá
Território indígena onde se localiza a Aldeia Araruna, com problemas de infraestrutura escolar já relatados há anos.
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Canela/Memortumré
Território indígena onde se localiza a Aldeia Escalvado, com uma escola modelo que apresenta falhas graves de funcionamento.
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Gamella
Povo indígena cujas aldeias (Taquaritiua e Tabarelzinho) apresentam escolas precárias e falta de ensino médio, evidenciando a invisibilidade e vulnerabilidade.
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Akroá-Gamella
Povo indígena que habita a Terra Indígena Taquaritiua, com escolas precárias e falta de reconhecimento formal em alguns casos.
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Taquaritiua
Local onde se situa a Escola Municipal Olegário Teófilo Meireles, com salas superlotadas e quentes, e problemas de infraestrutura.
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Tabarelzinho
Local onde se situa a Escola Municipal São Raimundo Nonato, que não é reconhecida como indígena e apresenta aparência de abandono.
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Sentimento Geral
O texto apresenta uma forte crítica à negligência e ao abandono das escolas indígenas no Maranhão por parte dos órgãos públicos, evidenciando a falta de cumprimento de acordos e a precariedade das condições de ensino. A narrativa é marcada por relatos de alunos e professores sobre as dificuldades enfrentadas, e a análise dos órgãos públicos demonstra omissão e falta de soluções efetivas.
- Muito Positivo
- Positivo
- Neutro
- Negativo
- Muito Negativo
