Povos tradicionais denunciam perda de território Em uma visita realizada a três territórios quilombolas do leste do Maranhão, em 2025, Emília Costa se deparou com a seguinte realidade: comunidades historicamente produtoras de arroz passaram a comprar o grão. Articuladora do Movimento Quilombola do Maranhão (Moquibom), Costa explica que o cenário encontrado não foi exatamente uma
Ler notícia completa no site do autor ↗️Enquanto soja avança, estados do Matopiba vivem redução de milhares de hectares colhidos de arroz, feijão e mandioca
Publicado em: Por: Maranhão Hoje
Sentimento por Entidade:
-
Emília Costa
É mencionada como articuladora do Movimento Quilombola do Maranhão e relata a realidade encontrada em territórios quilombolas, o que confere credibilidade à sua fala, mas o texto foca mais nas denúncias que ela traz do que em sua própria persona.
-
Movimento Quilombola do Maranhão (Moquibom)
A organização é apresentada como atuante e defensora dos povos quilombolas, cujas denúncias são centrais para a narrativa do texto, conferindo-lhe um tom positivo.
-
Matopiba
A região é retratada como palco de um conflito socioambiental, onde o avanço do agronegócio (soja) causa a redução de cultivos tradicionais, desmatamento e impactos negativos sobre povos tradicionais e o Cerrado. O texto critica a forma como a região é usada.
-
Maranhão
É destacado como o estado que mais sofreu redução de hectares plantados de arroz e que tem a maior parte de seu território inserido no Matopiba, sofrendo com desmatamento e perda de produção de alimentos básicos.
-
Tocantins
É mencionado como parte do Matopiba e que, assim como outros estados da região, sofre com a política de incentivo ao agronegócio em detrimento da agricultura familiar e da cultura local.
-
Piauí
Mencionado como parte do acrônimo Matopiba, mas sem detalhes específicos sobre seus impactos no texto.
-
Bahia
É retratada com impactos semelhantes aos de outros estados do Matopiba, com perda de hectares de arroz, feijão e mandioca, e comunidades sofrendo com a substituição de cultivos.
-
governo brasileiro
É criticado indiretamente pela criação do decreto do Matopiba, que, segundo o texto, incentivou a concentração de terras e o avanço do agronegócio em detrimento da agricultura familiar.
-
Milena Evangelista
É apresentada como socióloga que pesquisa o discurso e os impactos do agronegócio, e suas falas são utilizadas para desmistificar a narrativa do agronegócio como salvador do setor alimentar, conferindo-lhe forte credibilidade e um tom positivo.
-
Laelson Ribeiro
É descrito como agrônomo quilombola e técnico de campo, cujas explicações sobre a concentração de terras, a diminuição da produção de agricultura familiar, o desequilíbrio ambiental e a política de incentivo ao agronegócio são centrais para a argumentação do texto, conferindo-lhe alta credibilidade e um tom positivo.
-
IBGE
É citado como fonte de dados (Produção Agrícola Municipal - PAM) que fundamentam as perdas de hectares de culturas tradicionais, conferindo objetividade e credibilidade às informações apresentadas.
-
Cerrado
É apresentado como um bioma severamente impactado pelo desmatamento no Matopiba, sendo considerado uma 'zona de sacrifício' do agronegócio, com consequências negativas para a segurança alimentar local e a biodiversidade.
-
Parnarama
O município é citado como exemplo de perda de hectares de arroz, onde comunidades visitadas por Emília Costa deixaram de produzir o grão, evidenciando os impactos negativos do avanço da monocultura.
-
Bernardino Alves Barbosa
É apresentado como agricultor de uma comunidade tradicional na Bahia, cujos relatos sobre a diminuição do cultivo de alimentos, o impacto climático e o crescimento de pragas trazem uma perspectiva pessoal e vívida dos problemas causados pelo agronegócio.
-
Correntina
O município é citado como exemplo de perda drástica de hectares cultivados de arroz em paralelo com o ganho de hectares de soja, além de sofrer com impactos climáticos e pragas, evidenciando os problemas trazidos pelo avanço do agronegócio.
-
Alternativas para a Pequena Agricultura no Tocantins (APA-TO)
A organização é apresentada como atuante na busca por soluções agroecológicas, auxiliando agricultores a combater novas pragas e evitando o uso de agrotóxicos e sementes transgênicas, o que confere um tom positivo à sua atuação em contraste com o modelo do agronegócio.
-
Emater
A Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural é criticada por incentivar o modelo de produção do agronegócio, distribuindo sementes transgênicas e desvalorizando a cultura de quem está no campo, o que a coloca em oposição à agricultura familiar e à soberania alimentar.
-
O Joio e O Trigo
É a fonte da reportagem, apresentada como uma instituição sem fins lucrativos que realiza investigações sobre os impactos socioambientais do agronegócio, conferindo credibilidade e um propósito social à sua atuação.
-
Sentimento Geral
O texto apresenta uma visão predominantemente negativa sobre o avanço do agronegócio na região do Matopiba, destacando a perda de territórios, a redução do plantio de alimentos básicos e os impactos ambientais e sociais negativos. A narrativa é construída a partir de denúncias de povos tradicionais e análises de especialistas que contrariam a narrativa oficial do setor.
- Muito Positivo
- Positivo
- Neutro
- Negativo
- Muito Negativo